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centaurius

Na mitologia grega, o centauro (em grego Κένταυρος Kentauros, "matador de touros", plural Κένταυρι Kentauri; em latim Centaurus/Centauri) é uma criatura com cabeça, braços e dorso de um ser humano e com corpo e pernas de ca

centaurius

Lista de contribuintes vip.

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A saga contínua e os políticos degladiam-se na arena desta coutada que é o meu País,

Uns aplaudem outros apupam, por que não existem essas listas, ou por que existem, depois se existem não é nossa culpa, deve ser do chefe do gabinete, se calhar do Diretor geral, ou do secretário de Estado, da ministra, do primeiro, não é a culpa com certeza, e os seguidores aplaudem, os seus ídolos tem sempre razão, abaixo os que apupam, desses dizem que é toda a culpa, porque deixaram o Pais em muito maus lençoes  estes senhores, agora até Já tem os cofres cheios,(quais cofres) pois, pois, á custa da desgraça social.

O tempo de trabalho de um funcionário seja público ou não é para ser passado a trabalhar, com dedicação e respeito por si, e pela entidade que lhe paga, bisbilhotar coisas só por mera coscuvilhice é desrespeito por si, e pelo seu trabalho, mas muitas vezes resultado da falta de estimulo, provocado pela forma indigna com que são tratados, pela corja incompetente de uma classe dirigente impingida por uma classe politica que tal.

Não o transformem em crime.

Os que apupam deveriam defender antes a manifestação extrema da liberdade, onde a condição fiscal, e outras que não tivessem a ver com o que é verdadeiramente privado,  fosse do conhecimento geral, e cada cidadão pudesse ter acesso á condição de qualquer outro.

O cidadão merece uma sociedade justa, sem senhores, sem escravos, e onde a democracia fosse um facto puro.

Deixem-se de tretas por favor, e transformem isto, numa sociedade decente.

 

É noite cada vez mais noite na vida das pessoas

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Abandonados,por esta miserável classe política , que todos os dias diz combater o défice não abdicando das suas mordomias,desferindo sistematicamente baixos golpes ãs condições de vida das pessoas. Precisa-se de governantes que combatam o super défice social e humano em que vivemos.

Como poderiam ser bonitos os dias de Primavera Parte 1

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 Como poderiam ser bonitos os dias de Primavera

1

 

 

Um dia muito longínquo, ainda quase menino (tinha 10 anos) num monte longe da sua terra e de seus pais, brincava junto de uma vara de porcos, muitos talvez 90 ou 100, marrãs e leitões, que corriam num frenesim louco mas alegre de azinheira para azinheira, em busca da bolota destas, que era para eles o grande petisco, a sua missão era guarda-los, fazia-o a brincar.

Lembra o dia em que lá longe na estrada municipal passou um carro vermelho, descapotável, que bonito era, deslizava a pouca velocidade, como se os seus ocupantes (condutor e acompanhante) fossem saboreando a beleza daquela paisagem que era sua, daqueles sons que só ele ouvia e daquele cheiro a erva, que era só seu, ficou a olhar para ele até desaparecer na estrada, e sozinho, já tinha passado aos animais a euforia da bolota e tranquilamente iam focinhando a terra comendo raízes e pastagem que abundava.

Lá vinha o seu tio, tinha ficado no monte a tratar de assunto relacionado com os animais já que era ele de facto o seu responsável, caminhava tranquilamente observando-os com disfarçado sorriso, que não escondia a sua boa disposição, e ele sabia porquê, bom homem, mas sempre carrancudo, só que hoje é quarta-feira, é dia de ir a casa, e lá dormir.

Ficou parado a olhar para ele como se o quisesse questionar, nada dizia, muito mais tarde veio a entender este comportamento, olhou a planície num olhar distante como se quisesse ver o mundo e nada visse, e concentrando o seu olhar nos animais, depois nele diz-lhe, vamos comer um bocado de pão, com toucinho, rapaz que o almoço já vai longe, saca do bolso uma navalha, com a folha já tão gasta de velhinha que era, tira um quarto de pão e um naco de toucinho, da bolsa que trazia a tiracolo, corta em partes iguais o pão, e o toucinho

Dá-lhe a sua parte, vamos a isto rapaz que os gajos agora estão sossegados, diz-lhe, obrigado ti Manel, sentam-se num tronco partido por baixo de uma azinheira e silenciosamente degustam aquele pão com toucinho, que agradável estava, até parece que o conseguia cheirar, á distância.

O ti Manel ,levantou-se e inclinado sobre o cajado , encostado a este ,vasculha o horizonte contemplativamente ,concentra-se nos animais ,procura o seu relógio de bolso, consulta-o, e diz-lhe que são horas de levar estes gajos para a malhada e dirige-se á vara ,que se encontrava espalhada pelo campo, andavam muito tranquilos os porcos ,muitos ainda se encontravam deitados debaixo das azinheiras.

Agitando o cajado no ar, falava-lhes como se o entendessem, e entendiam com certeza pois lá se encaminhavam no sentido do monte, a alguns metros de distância na mesma linha, acompanhava-o, repetindo os seus gestos e comportamento perante os animais, o resultado era visível já se encaminhavam todos em várias filas ,zigzagueando conforme os carreiros já obra deles, correndo e pulando ,grunhindo em alegria evidente ,quais crianças no caminho para o recreio .

Acalmados chegados á fonte, bebedouro, onde bebiam água com fartura e posteriormente se iam chafurdando nas poças de água suja que havia em redor. (refrescavam e livravam-se das moscas, que muito os incomodava).

Deixamo-los no cumprimento daquele ritual diário, sabiam que passado algum tempo, e a tarde a aproximar-se da noite, eles iam ter sozinhos á malhada, já ali perto, depois era só esperar que chegassem todos e fechavam o portão.

A caminho do monte o ti Manel diz-lhe que já é um homem e tem que assumir-se como tal, sabe guardar gado, e tem muitas responsabilidades, não era como os cajopos da sua idade, que passavam o dia lá na terra, a brincar, jogar á bola e a fazer disparates e podia confiar nele, que do monte até Seda ou do monte até Valongo passando pela Enxara não havia viva alma, e só eles dois, aqui sem medos é que dominavam aquilo, somos dois homens valentes dizia ele.

Ele já sabia o que vinha a seguir e as palavras não chegavam para lhe tirar o medo que já sentia e ainda agora estava o sol a pôr-se, dirigiram- se para a casa do caseiro que ficava junto á malhada, constituindo parte desta, já lá dentro o ti Manel encosta o cajado a um canto, pendura a sua bolsa que usava para levar para o campo a comida e fruta, tira e pendura noutro gancho, a cabaça que também usava á tiracolo, despe uma jaqueta já muito gasta, e veste uma samarra já velhinha mas com muito bom aspeto, tira a boina ajeita o cabelo com as duas mãos, bate com a boina meia dúzia de vezes no joelho para lhe sair o pó, e esfrega as botas com um pedaço de saca vazia das rações.

Sentado num mocho com o trançado já gasto mas cómodo, aguarda o desfecho da conversa, (o medo de ficar ali sozinho já era maior) pronto rapaz começa a ficar tarde, e tenho que ir, queres algum recado para a tua mãe, ou queres, de lá alguma coisa, pergunta-lhe, não obrigado ti Manel não é preciso nada, és um homem agora és tu que ficas aqui a mandar, amanhã bem cedinho já estou aqui outra vez, até amanhã despede-se.

Veio para a rua vê-lo partir, já lá frente voltou-se como se pressentisse que o estava a seguir, e disse-lhe, vê lá rapaz não quer que fiques com medo, se assim for diz-me, que eu vou amanhã durante o dia, medo ele, não senhor, até amanhã, respondeu-lhe.

O sol tinha acabado de se pôr, o crepúsculo brilhante no fim do horizonte, irradiava uma beleza estranha, e o ti Manel caminhava passo firme na sua direção, não ao seu encontro mas a caminho de casa, ele ficou sozinho.

Correu para casa, espreitou debaixo das sacas vazias em monte a um canto, espreitou a chaminé, e nada, não via nada de anormal, então debaixo de um pano que já fora branco, mas limpo encontra uma marmita com sopa de tomate, mais cebola que tomate mas que bom cheiro irradiava e numa tijela de barro gasta de tanto uso, cheia de azeitonas, e um pedaço de pão enrolado num outro pano, era a sua ceia, o ti Manel nunca se esqueceria disso.

Atira-se á sopa, com o pão na outra mão e penicando a tijela das azeitonas, rapidamente, acabou o seu manjar.

 

Espreitou á porta, de onde avistava todo o pátio do monte, já era quase noite, e não via nada, não havia nada para ver, uma tranquilidade absoluta, e um silêncio profundo, interrompido de quando em vez por ruido prolongado e agudo que deveria ser de alguma coruja que estava por ali perto.

 

Entrou, fechou a porta ao trinco, não tinha chave, foi preparar a dormida, quando procurava as mantas para se proteger do frio, ouviu o que lhe parecia um grito por cima do telhado, o medo estava a domina-lo, afinal era no telhado, mas repara agora que este tem um grande buraco, as telhas já estão partidas há algum tempo, bolas e só agora é que reparou nesse pormenor, repete-se o ruido, mas agora nota nitidamente tratar-se da maldita coruja.

O telhado aberto não o deixa tranquilo, e a sua mente vagueia por uma enormidade de problemas que possa vir a ter, daí provenientes, a verdade é que tudo por ali podia entrar.

Na malhada havia um estábulo onde se encontravam presos a uma manjedoura um burro e uma mula, e foi desses que se lembrou para companhia, e assim não estando sozinho a sua cabeça não pensaria em disparates (não devia ter nada a temer, porque sabia que se houvesse algum problema o ti Manel não o deixaria ali sozinho) assim o pensou assim o fez, pegou nas três mantas que já tinha juntas, e em três sacas de ração vazias, e a medo, olhando para todos os lados, nada já se via era noite escura, entra na malhada tinha-se esquecido de fechar a porta, fecha-a desta vez, e dirige-se ao estábulo.

Os animais assustam-se, movimentam-se de um para outro lado com algum nervosismo, mas rapidamente os tranquiliza com palavras suaves e calmas, que naturalmente não compreendem, mas sentem as intensões, faz festas no lombo, e na cabeça da mula e os animais sossegam completamente e aceitam a sua presença como se fosse um deles.

Puxa a cabeça da mula, até esticar completamente a corda, que a prende á manjedoura, e assim estabelece o limite da cabeceira da sua cama, enrola uma saca em forma de almofada, coloca-a no limite já determinado.

Põe as duas sacas por cima de uma camada de palha, estica por cima as mantas, deixa-se rir, por que dos animais só distingue dois vultos, mas sabe que são eles, e ou muito se engana ou, a sacaninha da mula está a ver se lhe come a almofada ´que é só o que consegue vislumbrar da sua cama, mas não lhe chega lá , fica quase junto ,precisamente como queria, descalça as botas e mesmo vestido aninha-se debaixo das mantas, volta-se para o lado da malhada onde estão os porcos, sente o respirar da mula na sua cabeça ,já não tem frio, nem tem Medo, adormece.

 

 

 

 

O meu cão e a democracia

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O meu cão e a Democracia.
Esta senhora está a ser prostituída pelos seus guardiões, que sem escrúpulos tudo fazem protegidos pelas suas saias, quais meninos traquinas e medrosos, só que estes são canalhas, e já não taxam nem criam impostos, roubam.(consequências sociais dramáticas)
E depois outros que os tais, ou os mesmos, legislam para que tais atos sejam enquadrados na linha da dita Senhora, que ainda tem uma constituição, para zelar pelos valores que lhe são intrínsecos... (á Senhora),esta não, a constituição também violada todos os dias, impunemente observada e em concordância com aqueles que deveriam ser os seus sérios defensores.
E o Povo que não é insensível a esta tramoia, grita em manifestações de protesto, faz greves, etc., será que é suficiente?
Comparar democracia com o que vivemos, É o mesmo que comparar a pilinha do meu Napoleão (cão, rafeiro),com uma avioneta.

 

Opinião Ucrânia: as três dimensões do conflito Jorge Almeida Fernandes

Ao tentar perceber a crise ucraniana podemos encontrar três pistas de pensamento. A primeira é a revolta contra um sistema de poder autoritário, corrupto, ineficaz e que culminou na submissão a Moscovo. O segundo plano de abordagem é “a disputa da Ucrânia” entre a Rússia e o Ocidente. Lembre-se que o movimento “Euromaidan” estalou no fim de Novembro com a brutal pressão de Vladimir Putin sobre Viktor Ianukovich para impedir a adesão de Kiev à Parceria Oriental da UE. Por fim, está sempre presente a diversidade regional, histórica, cultural, religiosa e linguística da Ucrânia, que se traduz em mentalidades e interesses por vezes opostos entre a Ucrânia Ocidental e a Oriental — para não falar na Crimeia — e que se pode resumir numa fórmula: “Há várias Ucrânias.”

A combinação destes factores, a escalada dos confrontos em Kiev e a radicalização de sectores nacionalistas levaram a falar no risco de “desintegração da Ucrânia” e, até, na ameaça de guerra civil — uma “guerra por procuração” entre Moscovo e a aliança ocidental, travada por ucranianos. Um fantasma simbólico na Europa de 2014, ano do centenário da I Guerra Mundial.

O que diz o mapa
A Ucrânia é um país à procura de uma identidade ou combinando várias identidades. O termo ukraina quer dizer fronteira ou confim. Um país na encruzilhada de impérios está sujeito a muitas vicissitudes. O actual território ucraniano passou por vários domínios: o Estado polaco-lituano, a Rússia czarista, o Império Austro-Húngaro e o Império Otomano. Por fim, Estaline recompôs à sua maneira este puzzle político-geográfico. Na Ucrânia Ocidental prevalece a herança austríaca e há uma forte ligação cultural e económica com a Polónia. A Ucrânia Oriental é russófona e está umbilicalmente ligada à Rússia. A Crimeia foi um território russo desde o século XVIII mas foi “oferecido” à Ucrânia por Nikita Khruschtov em 1954. O “país central”, onde está Kiev, é uma mistura disto tudo.

Os contrastes da Ucrânia são patentes mas há grande interdependência entre as regiões. Identidades culturais diversas não significam a inexistência de identidade nacional — ela existe. O Donbass, coração do Leste ucraniano, quer manter laços estreitos com Moscovo mas não quer ser integrado na Rússia. A região ocidental quer, inversamente, que a Ucrânia se afaste de Moscovo, mas não a secessão. Em si mesmo, o mapa não é determinante. Mas reflecte-se no conflito: na Ucrânia Oriental, por exemplo, há crescente oposição a Ianukovich mas não hostilidade à Rússia.

A dimensão geopolítica
A Polónia tem sido, desde o fim da URSS, o principal advogado da integração da Ucrânia na esfera ocidental. Considera que a independência de Kiev perante Moscovo é uma garantia da sua própria segurança. A tese de Zbigniew Brzezinski — polaco de nascimento — segundo a qual a Ucrânia determina a natureza da potência russa é partilhada em Varsóvia: “Sem Ucrânia, a Rússia deixa de ser um império euro-asiático.”

Hoje, após o previsível fiasco da integração da Ucrânia na NATO, esta tese tem um acolhimento mitigado na Europa e nos EUA. Kiev não tem interesse em cortar os laços com a Rússia, não o poderia sequer fazer e, por isso, tal não lhe deve ser pedido.

Inversamente, é Putin que retoma o tema. Terá dito a Bush, em 2008, que “a Ucrânia não é sequer um Estado”. Vê-a como uma parte integrante da Rússia que foi usurpada em 1991. O seu horizonte estratégico prevê integrar a Ucrânia numa união aduaneira dominada por Moscovo. Definiu uma linha vermelha: a Ucrânia não pode deslocar-se — mesmo sem NATO — para a esfera económico-política da UE. Por isso transformou a questão da Parceria Oriental num confronto geopolítico.

O regime político
Moscovo não quer desagregar a Ucrânia, quer mantê-la fraca, dizem analistas. A hipótese de criar um Estado federal não desagradaria a Moscovo. Daria às regiões russófonas um direito de veto em relação à UE. E permitiria, por outro lado, à maioria russa da Crimeia integrar-se mais na Rússia.

A consequência lógica do pensamento de Moscovo é o condicionamento da vida política em Kiev. Explorará todas as vulnerabilidades políticas, económicas e energéticas ucranianas para barrar o caminho a um regime pró-ocidental ou, no mínimo, para bloquear as suas opções internacionais. Neste campo, os meios e o investimento político de Moscovo são mais fortes do que os da UE ou dos EUA. E tem uma vantagem: a oposição ucraniana está largamente desorganizada.

Em contraponto, há novidades. Anotavam em Janeiro dois analistas polacos, Wojciech Kononczuk e Tadeusz Olszanski: “A experiência das últimas semanas marcou a emergência de uma nova elite social na Ucrânia, preparada para lutar pelos seus interesses ainda que não plenamente capaz de os articular. Esta nova geração tem pouca confiança nos políticos e na política.

Santa Casa mesericórdia de Lisboa ( quem perde ?) Regabofe

Santa Casa pagou 32 milhões por edifícios que nunca usou. A máfia, o regabofe e os boys.

Os casos estranhos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O regabofe. Compraram um edifício de 32 milhões, que não usam! A empresa a quem compraram o edifício é de Aprígio Santos, que deve 150 milhões ao BPN! As obras de 200 mil euros que não se fizeram! Os boys que se multiplicam como coelhos! Aumento de 10 milhões de euros com boys? As cores partidárias dos boys e as amizades! Os milhões de euros gastos em estranhos ajustes directos! Dos 240 ajustes directos em 2011, apenas cumpriu a lei em 61. Em 2012 e 2013 as infracções à lei continuam. A impunidade e a falta de vergonha fazem crescer a máfia e o crime.
"Quatro anos depois de ter pago 32 milhões por três imóveis para aí instalar os seus serviços, por razões de segurança, a instituição desistiu da mudança e nada diz sobre os motivos nem sobre o futuro dos edifícios Ainda há meses, o complexo adquirido pela Misericórdia de Lisboa em 2008, na Av. José Malhoa, estava rodeado de tapumes e tinha um estaleiro de obras a seu lado. Aparentemente estavam finalmente a iniciar-se as obras de adaptação da antiga sede da seguradora Bonança para ali serem instalados o Departamento de Jogos da instituição e uma grande parte dos seus serviços. De repente, o estaleiro desapareceu, sem que haja sinais de ter sido feita qualquer obra, mas nem a Misericórdia nem a empresa de construção que montou o estaleiro explicaram porquê. No portal dos contratos públicos na Internet encontra-se, porém, o anúncio de uma adjudicação por ajuste directo e pelo valor de 200.000 euros feita em Maio deste ano à empresa Casais, a mesma que montou o estaleiro na José Malhoa e disse ao PÚBLICO não prestar quaisquer informações sobre os trabalhos ali efectuados.
O que não bate certo nesta situação é que os edifícios em causa foram comprados há quase cinco anos a uma empresa de Aprígio Santos (do clube Naval Primeiro de Maio da Figueira da Foz). A decisão de compra foi da responsabilidade da anterior direcção da Misericórdia, presidida pelo socialista Rui Cunha,(...) Mediante a realização de obras de adaptação estimadas em 7,7 milhões de euros, estes poderiam acolher o Departamento de Jogos e outros serviços, com mais de 500 pessoas. As tentativas feitas para contactar o Provedor da instituição, o social-democrata Pedro Santana Lopes, também não resultaram.  O projecto sido abandonado.
OS BOYS - Santana Lopes faz da SCML, o clube dos amigos? “Não se trata propriamente de uma novidade, visto que a SCML é gerida há muito, tanto pelo PSD, como pelo CDS e pelo PS, numa lógica partidária. A mesa, composta pelo provedor, vice-provedor e três vogais, é, por via dos estatutos, nomeada pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Segurança Social. Daí para baixo, as fidelidades políticas e pessoais destacam-se tradicionalmente entre os critérios de nomeação e contratação dos quadros e dirigentes. (...) entre 2012 e 2013, o número dos seus dirigentes cresceu 23%, passando de 190 para 233. O PÚBLICO pediu nos últimos meses informação detalhada sobre o assunto — atendendo a que a SCML, ao contrário das restantes misericórdias do país, é tutelada pelo Estado —, mas não obteve resposta. Numa primeira fase, foi remetido para o site da instituição, onde apenas apareciam os nomes de parte dos dirigentes de topo, embora alguns deles não correspondessem a quem estava em funções. Recentemente, o site foi actualizado, mas continuam a não constar do mesmo os nomes dos dirigentes intermédios. (...)Começando pela mesa, além de Santana Lopes, dois dos seus vogais são membros importantes do PSD: Helena Lopes da Costa, ex-deputada e ex-vereadora da Câmara de Lisboa, quando Santana era presidente; e Paulo Calado, ex-vereador em Setúbal e sócio da sociedade de advogados Global Lawyers, criada por Santana Lopes. No lugar de vice-provedor está Paes Afonso, um destacado militante do CDS que já integrou os seusórgãos nacionais. No tempo de Rui Cunha, para lá dele próprio, não havia outros socialistas de relevo na cúpula da Misericórdia. Por outro lado, em lugares-chave encontram-se agora pessoas como Helena do Canto Lucas, directora de Gestão Imobiliária, Irene Nunes Barata, directora de Aprovisionamento, e Teresa Paradela, subdirectora do Património, todas muito próximas do provedor. A primeira entrou como jurista para a EPUL no mandato de Santana Lopes na Câmara de Lisboa, em Setembro passado, integrou a lista do PSD à Câmara da Figueira da Foz, da qual Santana foi presidente entre 1998 e 2002. É casada com um advogado que partilhou com ela e com Santana Lopes um escritório em Lisboa, além de ser sócio deste na imobiliária Espaço Castilho. A segunda foi directora do Departamento de Apoio à Presidência da Câmara de Lisboa no mandato de Santana. A terceira, além de arquitecta do quadro da câmara da capital, tem sido candidata a vários órgãos autárquicos em listas do PSD. Entre os nomes conhecidos como próximos do provedor está também Lídio Lopes, antigo vice-presidente da Câmara da Figueira e até há pouco líder histórico da concelhia local do PSD, que ocupa as funções de subdirector do Departamento de Qualidade e Inovação. Em postos chave aparece igualmente Anabela Sancho, directora Operacional do Departamento de Jogos, que é casada com o antigo ministro do Turismo e dirigente do CDS Telmo Correia, o do Escândalo do Casino-Estoril-Sol. Também a mulher do deputado centrista João Gonçalves Pereira, Joana Lacerda, desempenha funções na direcção de Aprovisionamento. Ainda do lado do CDS encontra-se o nome de João Duarte Gomes, presidente da concelhia de Torres Vedras, que surge frequentemente como testemunha dos contratos celebrados com fornecedores pela directora de aprovisionamento. Por outro lado, na direcção do Gabinete de Auditoria Interna está Maria de São José Louro, uma advogada muito ligada ao vice-provedor Paes Afonso, com o qual partilha as quotas da empresa de consultoria Think Global. Muito notada foi também a entrada para a SCML de Eduarda Napoleão, uma antiga vereadora da Câmara de Lisboa, que veio com Santana da Câmara da Figueira da Foz. Depois de uma breve passagem pela instituição, entrou no Fundbox, uma sociedade gestora de fundos imobiliários, onde é responsável pela reabilitação urbana e em cujo capital a Misericórdia tem uma pequena participação. Entre outros, o Fundbox gere o fundo Santa Casa 2004, onde está uma parte do património imobiliário da instituição. Entre os administradores não executivos do Fundbox esteve, desde 2006 até Janeiro deste ano, Ricardo Amantes, um gestor que foi substituído no lugar de director de gestão imobiliária e património por Helena do Canto Lucas. Logo a seguir, assumiu as funções de director da Coporgest, uma imobiliária participada pelo Grupo Espírito Santo, que tem o antigo líder do PSD Marques Mendes como administrador, e que em 2012 fez uma importante permuta de edifícios com a Santa Casa.
OS TACHOS PARA EMPRESAS A SCML tem contratos com as duas mais importantes empresas de comunicação do país: a LPM e a Cunha Vaz & Associados, para além de a Misericórdia de Lisboa possuir a sua própria direcção de Comunicação e Marketing com vários assessores de comunicação. Com a LPM, a Santa Casa já celebrou desde o final de 2012 três contratos de assessoria de comunicação, um dos quais ainda em vigor, no valor total de 252.000 euros (cerca de 10.000 por mês). Justificação: ausência de recursos próprios. Um desses contratos foi assinado em Novembro de 2012, por ajuste directo como os outros, tem um valor de 126.000 euros e foi adjudicado ao abrigo de uma norma legal que não permite ajustes directos superiores a 75.000 euros. No caso da Cunha Vaz, foi outorgado, também por ajuste directo e por ausência de recursos próprios, um contrato de 22.050 euros em Janeiro deste ano. O contrato refere que o seu objecto principal consiste, entre outras coisas, em “elevar os níveis de influência junto de um conjunto de jornalistas estratégicos para o Departamento de Jogos (DJ)”; criar através de “uma relação de proximidade com os órgãos de comunicação social (...) barreiras a cenários de crise”; e “permitir notícias focadas nos interesses do DJ e da SCML”. Apesar de este contrato se referir expressamente ao DJ, a Cunha Vaz trabalha directamente com o provedor. Este conta também com a colaboração de Alexandre Guerra, um assessor de imprensa que até há pouco estava no gabinete dos vereadores do PSD na Câmara de Lisboa.”  Público
As afinidades... 1. Em Dezembro de 2011, FERNANDO PAES AFONSO (CDS), contratou SUZANA FERREIRA para Directora-geral do Departamento de Jogos da Santa Casa, cargo que foi propositadamente criado porque nunca existiu. 2. Esta senhora trabalhava como Directora de Comunicação e Marca da Caixa Geral de Depósitos onde auferia um vencimento de cerca de 8.500 euros. 3. O contrato então oferecido na SCML incluía uma proposta de vencimento superior ao que recebia na CGD contra a genuína vontade de Pedro Santana Lopes. 4. Os valores em causa originaram estranheza e indignação no governo que contactou o próprio Provedor para indagar da veracidade dos rumores.  5. Confirmados os valores, foram dadas ordens para baixar o salário para montantes menos disparatados. 6.  Apesar da redução de salário “oficial”, Suzana Ferreira aceitou o cargo. 7.  Na verdade, não teve qualquer diminuição nos valores que aufere mensalmente, já que o diferencial entre os montantes inicialmente propostos e os que oficialmente recebe como salário são compensados através do pagamento de despesas diversas e da concessão de regalias e benefícios.
Os amigos... não param de chegar Nas últimas semanas, o provedor da Misericórdia de Lisboa escolheu três ex-jornalistas para lugares de direcção na Santa Casa. -Rui Teixeira Santos, uma controversa figura da imprensa portuguesa, assumiu na semana passada as funções de coordenador dos gabinetes de Estudos e Planeamento e de Auditoria Interna da Misericórdia de Lisboa. O antigo jornalista, que é licenciado em Direito, foi director e proprietário do Semanário — um jornal que fechou em 2009 com dívidas aos trabalhadores, nove anos depois de a sua falência ter sido decretada em tribunal com os credores a reclamarem cerca de 25 milhões de euros. Nos últimos anos, depois de várias experiências empresariais em diferentes ramos, tem-se dedicado ao ensino no grupo da Universidade Lusófona, instituição na qual se doutorou em Ciências Políticas, em 2008, com uma tese intitulada “Economia Política da Corrupção - O Caso dos Estados Lusófonos”. No quadro da recondução da equipa dirigida por Santana Lopes, decidida pelo Governo no mês passado, foi também nomeado António Carneiro Jacinto, antigo jornalista do extinto semanário O Jornal e da SIC, entre outros, e antigo assessor de imprensa de Mário Soares na Presidência da República. Carneiro Jacinto assumiu as funções de director do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social e ainda de presidente operacional do Banco de Inovação Social (BIS) e presidente do Conselho Executivo do Fundo BIS.
Estas estruturas de apoio à economia social tinham sido criadas há dois anos por Maria do Carmo Marques Pinto, uma especialista na área cuja comissão de serviço a Mesa decidiu não renovar. Até agora, Carneiro Jacinto era director do Gabinete de Relações Internacionais da Santa Casa, um serviço criado no ano passado e para o qual foi convidado por Santana Lopes. O antigo jornalista, que foi administrador do instituto responsável pela promoção do comércio externo português, protagonizou também uma polémica, em 2006, quanto ao título de licenciado em direito que constava da sua biografia de conselheiro de imprensa na Embaixada de Portugal nos EUA e cuja autenticidade a Universidade de Lisboa desmentiu. -Igualmente nomeada no mês passado foi a nova directora do Departamento de Comunicação, a antiga jornalista da RTP Rita Tamagnini, que durante vários anos desempenhou as funções de assessora de imprensa de Fernando Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças de José Sócrates. No caso do Gabinete de Auditoria Interna, a sua anterior directora, Maria de São José Louro, pertence aos quadros da Misericórdia pelo que, segundo a directora de comunicação, vai “exercer funções na Escola Superior de Saúde de Alcoitão, reforçando o quadro de direcção”. O gabinete passará a ter um novo director, que ainda não foi nomeado. Entre os seis técnicos que actualmente integram o Gabinete de Auditoria conta-se Diogo Agostinho, um jovem economista, blogger, comentador do Expresso e apoiante de Santana Lopes, que foi contratado há poucos meses. Público
OS AJUSTES DIRECTOS, A AMIGOS?Na auditoria ás contas da SCML, foi criticado o abuso do recurso aos ajustes directos, uma forma de ajudar com contratos chorudos, mais uns "boys, externos"? Apesar de em 2013 os ajustes directos já terem o tecto máximo de 75 mil euros, por imposição da troika, pois antes, era 200 mil euros. Ao lado, a cópia do site.   Abuso do recurso aos ajustes directos com consulta a um único fornecedor.

Pelo 5º ano consecutivo, o conselho de auditoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) mostra-se preocupado com a sustentabilidade da instituição. Desta vez, porém, os auditores vão mais longe do que nunca e dizem que a sua “sustentabilidade futura” pode estar em causa. Finalmente, as contas do ano passado, divulgadas há duas semanas no site da Misericórdia com um resultado operacional negativo de 8,7 milhões, devido em grande parte a um aumento de 10 milhões nos custos de pessoal, mereceram um claro cartão amarelo do conselho de auditoria. Em matéria de pessoal, refere-se que no último ano os efectivos passaram de 4832 para 4988 (mais 3,2%). Sublinhado pelos auditores é também o facto de entre os novos contratados estarem 52 técnicos superiores e 43 dirigentes.
SANTANA RECUSA MOSTRAR AUDITORIA À imagem do que sucede há muitos anos, o parecer dos auditores não foi divulgado com o relatório de 2013, o qual foi colocado no site da instituição no dia 17 de Julho, após vários pedidos do PÚBLICO. Formalmente requerido a Santana Lopes no dia seguinte, o acesso ao documento foi recusado. “Como entidade privada que é, a SCML não está sujeita à Lei de Acesso aos Documentos Administrativos”, foi a resposta. CONTRATAR EMPRESAS AMIGAS? Além da preocupação com a sustentabilidade da instituição, o texto enfatiza o crescimento do número de funcionários e “o peso relevante dos ajustes directos no total das contratações realizadas” — sendo que mais de 60% deles foram feitos com consulta a um único fornecedor. Público JÁ NEM DISFARÇAM A POUCA VERGONHA Contratos da Misericórdia de Lisboa na área da Saúde levantam suspeitas e originam inquérito interno. Empresas ligadas a um conhecido militante do PSD de Lisboa ganharam nos últimos três anos um lugar significativo entre os fornecedores da Santa Casa. Por vezes, as empresas consultadas pertencem às mesmas pessoas. Algumas vendem simultaneamente serviços de telecomunicações, fraldas descartáveis e mobiliário.  A Misericórdia de Lisboa adjudicou, desde 2012, pelo menos 18 contratos públicos, num valor próximo dos dois milhões de euros, a um conjunto de dez empresas quase todas acabadas de constituir. Todas elas eram estreantes enquanto fornecedoras da instituição e todas elas pertencem a pessoas que têm participações cruzadas nessas e noutras empresas, frequentemente sedeadas nos mesmos locais. “Eticamente inaceitável” Um ano antes, em Abril de 2012, um outro contrato chama a atenção entre os cerca de 600, com um valor global próximo dos 170 milhões de euros, que a SCML celebrou e que foram publicados nos três anos que Santana Lopes leva de mandato. Trata-se de um contrato de 23 mil euros entregue por ajuste directo, em Abril de 2012, à firma Axentel - Comunicações. Objecto: ajudar a SCML na “qualificação e descrição técnica dos materiais necessários à abertura da Unidade de Cuidados Continuados da Aldeia de Juso”, no concelho de Cascais.
Passados dois meses, a mesma empresa especializada em telecomunicações foi convidada pela Misericórdia a apresentar uma proposta para fornecer mobiliário para fins médicos, aparelhos para fisioterapia, cadeiras de rodas e outros materiais do género para equipar a mesma unidade de Cuidados continuados. No início desse ano, o seu objecto social tinha sido alterado por forma a contemplar negócios deste tipo. Além da Axentel foram convidadas mais duas empresas: a Segmentglobo e a Elísio Paulo & Azevedo. A primeira tem sede na Herdade de Montalvo, um condomínio de luxo situado perto da Comporta, e um dos seus dois sócios, Afonso Viola, é também dono da Axentel. O outro sócio é Fernando Catarino, um engenheiro reformado da Portugal Telecom, figura destacada dos TSD (Trabalhadores Sociais Democratas) e do PSD de Lisboa. A Elísio Paulo & Azevedo está sedeada em Vila Nova de Gaia, trabalha em canalizações e ar condicionado, e disse ao PÚBLICO nunca ter sido convidada pela Misericórdia de Lisboa. As duas únicas empresas que apresentaram propostas, a Axentel e a Segmentglobo, tinham assim um sócio em comum: Afonso Viola. O negócio foi entregue à Axentel, cuja sede se situa em Lisboa, no Largo João Vaz, tal como muitas das empresas ligadas às mesmas pessoas. O valor da adjudicação, por ajuste directo, foi de 188.388 euros e o contrato foi outorgado a 11 de Julho — um dia depois da inauguração oficial da unidade de cuidados continuados que recebeu o nome da antiga provedora Maria José Nogueira Pinto.
No dia seguinte foi publicado um decreto que adapta o Código dos Contratos Públicos às directivas da União Europeia e ao memorando de entendimento com a Troika, assinado um ano antes. A nova lei, que entrou em vigor no mês seguinte, fez descer de 200 mil para 75 mil euros o valor máximo autorizado nos ajustes directos para aquisição de bens e serviços. Através do seu Departamento de Comunicação, a SCML diz que “cumpriu escrupulosamente” a lei em vigor e que o convite à empresa de Gaia constitui “um lapso dos serviços, dadas as suas áreas de actividade”. Já quanto ao facto de ter adjudicado o mobiliário à empresa que fez o levantamento das necessidades, a SCML admite que “não considera eticamente aceitável” tal situação, mas insiste em que “a lei foi respeitada”. Para continuar e conhecer os contornos vergonhosos desta máfia, siga este link
A OCULTAÇÃO DA VERGONHA - (Dos 240 ajustes directos em 2011, apenas cumpriu a lei em 61) "16. De acordo com pesquisa efetuada no site www.base.gov.pl (portal dos contratos públicos), constatamos que, relativamente aos ajustes diretos realizados em 2011, a SCML apenas publicitou 61 do CMRA e mais 2 outros. Nos termos do n° 2 do art." 127° do Código dos Contratos Públicos, aquela publicitação " ...é condição de eficácia do respetivo contrato, independentemente da sua redução ou não a escrito, nomeadamente para efeitos de quaisquer pagamentos". Assim, existindo ajustes diretos contratados em 2011 por outras entidades do universo SCML (segundo informação da direção de aprovisionamento e até agosto de 2011 tinham sido realizados 240 ajustes diretos) impõe-se a correção urgente desta omissão, atentas as consequências, do seu incumprimento."  Página dos relatórios de contas e auditorias à SCML /Parecer do Conselho de Auditoria 2011
APESAR DE A LEI PROIBIR, desde 2012, AJUSTES DIRECTOS SUPERIORES A 200 MIL PARA OBRAS, E 75 MIL PARA SERVIÇOS, O REGABOFE CONTINUA. (Consulta ao site do governo dos ajustes directos superiores a 900 mil euros)

Objeto do Contrato

Preço contratual

Publicação

Adjudicante

Adjudicatário

Aquisição de serviços de suporte técnico e desenvolvimento dos sistemas...

1.000.000,01 €

25-11-2014

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Accenture - Consultores de Gestão, S.A.

ANO_2011_MAIO - Fornecimento de Bilhetes de Lotaria Instantânea

1.131.398,00 €

30-05-2014

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Scientific Games Internacional Inc.

ANO_2009 - Prestação de serviços de transporte entre o Departamento...

1.076.205,14 €

02-04-2014

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

CTT Expresso

Aquisição de serviços de Suporte Técnico ao desenvolvimento dos sistemas...

1.000.000,00 €

03-02-2014

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

ACCENTURE, Consultores de Gestão SA

Aquisição de Licenciamento Oracle para o Portal de Jogos Multicanal...

936.775,64 €

03-02-2014

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Oracle Portugal -Sistemas de Informação, Lda.

Prestação de serviços de Segurança Privada, de Recepção e Monitorização...

915.124,21 €

30-12-2013

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Charon

Obras de Requalificação/Remodelação a levar em efeito nos espaços do...

997.946,51 €

03-09-2013

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

António S. Couto - Construções e Obras Públicas


ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/02/santa-casa-pagou-32-milhoes-por.html#ixzz3Tb1KMa12

Pintores famosos

1.  Picasso

Pablo Picasso (1881-1973), pintor español, es posiblemente el pintor más famoso del mundo y, sin duda, el pintor más famoso del siglo XX. Además de sus méritos artísticos como uno de los líderes del movimiento cubista, han contribuido a su popularidad su alta cotización en el mercado del arte y las historias sobre su turbulenta vida amorosa.

Ejemplos de pinturas famosas de Picasso:
Guernica (1937)

Pintores famosos: Pablo Picasso - Revista Vea y Lea, Argentina.

Van Gogh

Vincent van Gogh (1853-1890), pintor holandés y figura destacada del Postimpresionismo, es el pintor favorito por excelencia. Sus fans simpatizan con la interpretación expresiva de los motivos de sus cuadros, sus colores vivos, sus pinceladas sueltas y una historia dramática entre la pasión por el arte, el fracaso comercial y la locura.

Ejemplos de pinturas famosas de Van Gogh:
La noche estrellada (1889)
Terraza de café por la noche (1888)
Serie: Autorretratos de Vincent van Gogh

Pintores famosos: Vincent van Gogh - Musée d'Orsay, París

Monet

Claude Monet (1840-1926), pintor francés, es otro de los pintores favoritos de los aficionados a la pintura. Pero además de contar con el favor del público general, cuenta con el respaldo académico por su importancia en la historia del arte como uno de los fundadores del Impresionismo. De hecho, el nombre de este movimiento artístico proviene de su cuadro Impresión, salida del sol (1873).

Ejemplos de pinturas famosas de Monet:
La serie de pinturas de Nenúfares
La serie de pinturas del Portal de la Catedral de Ruan

Pintores famosos: Claude Monet - Nadar.

Dalí

Salvador Dalí (1904-1989), pintor español, conocido por encarnar el Surrealismo y el Dadaísmo más allá de sus obras. Polifacético, excéntrico y enamorado hasta la médula de Gala. Para muchos el vivo retrato del genio artístico, para otros uno de los artistas más sobrevalorados. Un personaje tan famoso que incluso su bigote fino, largo y rizado ha pasado a la historia.

Ejemplos de pinturas famosas de Dalí:
La persistencia de la memoria (1931)
El gran masturbador (1929

Pintores famosos: Salvador Dalí - Roger Higgins, New York World-Telegram & Sun Collection

Da Vinci

Leonardo da Vinci (1452-1519), pintor italiano y arquetipo del hombre del Renacimiento, humanista de múltiples talentos y visionario. Algunos de sus dibujos y pinturas están entre los más famosos del mundo, pero su popularidad va más allá de sus logros en el ámbito de la práctica artística. Un personaje histórico excepcional, rodeado de un aura de misterio de la que se ha surtido la industria del entretenimiento aumentando su fama.

Ejemplos de pinturas famosas de Da Vinci:
Mona Lisa (1503-06)
La última cena (1495-97)

Pintores famosos: Leonardo da Vinci - Biblioteca Real de Turín, Italia.

Rembrandt

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669), el pintor más famoso del Siglo de Oro holandés. Conocido por sus cuadros históricos, retratos y, en especial, por los autorretratos que pintó desde su juventud en los que se le ve envejecer y la evolución de su técnica pictórica. Es tan popular su dominio en el tratamiento de las luces y las sombras que en los retratos fotográficos se practica la llamada iluminación Rembrandt.
 
Ejemplos de pinturas famosas de Rembrandt:
La ronda de noche (1642)
Lección de anatomía del Dr. Nicolaes Tulp (1632)

Pintores famosos: Rembrandt - Galería Nacional de Arte, Washington D.C., Estados Unidos.

.  Caravaggio

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), pintor italiano famoso por el naturalismo de sus pinturas sacras y el uso teatral del claroscuro de gran influencia en el desarrollo del Barroco. Pese a que en vida no le faltaron los encargos de pinturas religiosas, fue criticado no solo por la representación tan realista y humana de sus personajes sino por utilizar como modelos mendigos y prostitutas.

Ejemplos de pinturas famosas de Caravaggio:
La vocación de San Mateo (h. 1599-1600)
Baco (1595)

Pintores famosos: Caravaggio - Biblioteca Marucelliana, Florencia.

.  Goya

Francisco de Goya y Lucientes (1746-1828), pintor español considerado como uno de los iniciadores de la estética del Romanticismo y precursor de las vanguardias pictóricas del siglo XX con sus obras maduras. También es famoso por su talento como retratista al representar el aspecto psicológico de sus modelos más allá de su apariencia.
 
Ejemplos de pinturas famosas de Goya:
El tres de mayo de 1808 en Madrid (1814)
Saturno devorando a su hijo (1823)
Pinfores famosos: Francisco de Goya y Lucientes - Francisco de Goya y Lucientes / Museo de Bellas Artes de Bilbao
Renoir
Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), pintor francés y uno de los principales participantes en el desarrollo del Impresionismo. Es famoso por su paleta colorista, vibrante y luminosa, y sus escenas alegres y llenas de vida.
 
Ejemplos de pinturas famosas de Renoir:
Baile en el Moulin de la Galette (1876)
Almuerzo de remeros (1881)
Pintores famosos: Auguste Renoir - Biblioteca Nacional de Francia.
 
 Velázquez

Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (1599-1660), el pintor más famoso del Siglo de Oro español. Uno de los maestros del Barroco y de la pintura universal, pintor de corte de carrera brillante y modelo de los pintores realistas de las generaciones posteriores. Considerado como uno de los mejores retratistas de la historia del arte.

Ejemplos de pinturas famosas de Velázquez:
Las Meninas (1656)
La rendición de Breda (1635)

Pintores famosos: Diego Velázquez - Real Academia de Bellas Artes de San Carlos de Valencia, España.

 

 

Palestina ,a quem interessa o conflito?

Conflito atual

 

Os conflitos entre Israel e a Faixa de Gaza se intensificaram em junho e julho de 2014. Os dois territórios apresentam instabilidade política há anos, ou seja, existe todo um processo histórico conturbado e, com a passar do tempo, as divergências no Oriente Médio vem provocando inúmeros confrontos, resultando em morte e destruição.

Esse aumento da violência apresenta motivações diferentes entre os dois lados. Para Israel, os principais motivos são: o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato de três adolescentes; pelo ataque feito pelo Hamas com foguetes e, ao mesmo tempo, a melhoria de seu arsenal de guerra de forma geral. Os israelenses acusam o Hamas de serem um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e que não aceita a rendição e o desarmamento.

Já para os Palestinos, os principais motivos da guerra são: um adolescente sequestrado e assassinado em Jerusalém (o jovem foi queimado vivo). Tal ocorrência levou à prisão de seis extremistas pelo assassinato do garoto, sendo que três dos detidos confessaram o crime. Grande parte da população palestina reivindica o controle israelense sobre o território da Faixa de Gaza, afirmando ser abusivo e completamente desrespeitoso aos direitos humanos. Isso ocasiona problemas como a fome (embora a Faixa de Gaza tenha acesso ao mar, não é permitida a pesca), pobreza e desemprego (intervenções contra o “comércio” palestino), além da dependência de recursos básicos como eletricidade, água e meios de comunicação. 

Com a força militar do exército de Israel, o número de mortos palestinos é bem maior do que o de israelenses. Outro motivo para ira palestina se dá pelo fato de Israel ter detido inúmeros militantes do Hamas em sua busca aos adolescentes sequestrados. Com cerca de 2 milhões de habitantes em aproximadamente 365 quilômetros quadrados, a Faixa de Gaza é um lugar de altíssima densidade demográfica, ou seja, é extremamente concentrado e povoado. Intensifica, com isso, a possibilidade de maior número de mortos com os bombardeios.

Problemas históricos

 

No século III, os judeus foram expulsos de sua terra pelos romanos, no processo conhecido como diáspora, que é a dispersão de uma comunidade pelo mundo. Desde então, tem-se a vontade de retorno ao local.

Em 1869, houve a abertura do Canal de Suez, interligando o Porto Said (porto egípcio no Mar Mediterrâneo) a Suez, no Mar Vermelho. Após se tornarem os acionistas majoritários do canal, os britânicos tomaram seu controle.

Em 1897, é o movimento político e filosófico que se apresenta como proposta de autodeterminação do povo judeu. Seu objetivo central era a busca de um Estado nacional judaico independente e soberano no território que, para eles, pertenceu ao antigo reino israelense. Em algumas interpretações, é um nacionalismo judaico e historicamente propõe a erradicação da diáspora judaica. O movimento propagou o slogan: "a Palestina é uma terra sem povo para um povo sem terra."

Até a Primeira Guerra Mundial, o Império Turco-Otomano era o detentor do território onde, atualmente, ocorrem os conflitos, foi a única potência muçulmana a desafiar o poderio dos países europeus entre o século XV e XIX. Seu fim foi, ao longo do século XIX com a derrota na Primeira Guerra Mundial, provocando, assim, a partilha do território.

Mapa mostra domínios do Império Otomano (Foto: Reprodução)Mapa mostra domínios do Império Otomano (Foto: Reprodução)

Após a derrota, os territórios foram divididos, sobretudo entre Reino Unido, que agregou Palestina, Transjordânia, Egito, Iraque e Pérsia (atual Irã), e a França (agregando Síria, Argélia e Líbano). Deve-se lembrar que os dois países árabes são imperialistas, o que deixa resquícios até os dias atuais.

Em 1917, houve o caso da declaração Balfour, relacionada a uma carta do então secretário britânico de assunto estrangeiros, Arthur James Balfour, para o líder da comunidade judaica do Reino Unido, com o intuito de transmitir à Federação Sionista da Grã-Bretanha.

O objetivo principal da carta era facilitar a configuração de um "lar nacional” para os judeus na palestina. (Criação de um Estado-Nacional). A partir disso, reforçando a lógica Sionista, aproximadamente 600.000 judeus se estabeleceram nesse momento na região.

Liga árabe (Foto: Wikipedia)Símbolo e localização da Liga Árabe (Foto: Wikipedia)

Em 1945 foi criada a Liga Árabe, uma organização de estados árabes, cujo objetivo central é reforçar e coordenar aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais entre seus membros. Inicialmente, a liga era liderada pelo Egito (Nasser), que já havia constituído sua República (muito pelo enfraquecimento dos países europeus após a Segunda Guerra).

Na assembleia geral da ONU de 1947, o brasileiro diplomata Oswaldo Aranha deu início ao Plano de Partilha da Palestina para substituir o mandato britânico, declarando a formação do Estado de Israel (Eretz Israel), um território independente do controle britânico.

As nações árabes não concordaram com a partilha, ou seja, com a criação do Estado de Israel. Desde então, os dois povos travaram inúmeros conflitos. No decorrer deles, Israel ocupou os territórios da Cisjordânia, Penísula do Sinai, Faixa de Gaza e Colinas de Golã. 

Na divisão inicial, Jerusalém era um “Corpus Separatum”, devido à impotância religiosa (judaísmo, islamismo e catolicismo), ou seja, recebia um tratamento especial e separado do controle de qualquer Estado-Nação, ficando assim a controle da ONU. Ao dar início à Guerra, Israel invade o território e estabelece o domínio do lugar, o que foi um insulto para os palestinos. Outros territórios das fronteira da Cisjordânia também foram anexados. 

No mesmo ano, houve uma guerra civil na Palestina, motivada pela declaração dada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partição da Palestina (que a dividiria com os judeus).

O primeiro conflito surgiu no ano seguinte, tendo início após a declaração de independência de Israel, com fim em 1949, após acordos de cessar-fogo entre israelenses (Israel) e a Liga Árabe – Líbano [luta penísula de Sinai], Síria, Egito, Iraque e Transjordânia (pequena porção de terra do mandato britânico).

Durante o período de Guerra Fria, Israel é fortalecido pela ajuda militar dos Estados Unidos, pois sua vitória tinha uma grande importância estratégica, já que Israel é uma faixa de conexão entre Ásia e África. Portanto, sua "conquista" seria, para os EUA, uma forma de impedir o avanço soviético. Fica evidente no conflito o poderio militar israelense contra os países árabes, de certa forma, um país contra vários.

Em 1956 aconteceu a Crise de Suez, quando Israel, tendo apoio da França e do Reino Unido, (que usufruíam do canal para a troca comercial com a Ásia e África) declarou guerra contra o Egito, cujo presidente, Gamal Abdel Nasser, havia nacionalizado o canal do Suez com apoio dos militares da URSS.

Em outras palavras, foi um golpe do Egito com apoio soviético a um território que estava, até então, sendo controlado pela Inglaterra. Entre as consequências da nacionalização feita pelo Egito, estava o bloqueio ao porto israelense (Eilat). Novamente, o vencedor é o povo de Israel, que não só toma o canal, como também invade as penínsulas de Sinai e a Faixa de Gaza.

Yasser Arafat, líder do Al Fatah (Foto: G1)Yasser Arafat, líder do Al Fatah (Foto: G1)

Em 1964, foi criada a OLP – Organização para a Libertação da Palestina, uma organização política e paramilitar, vinculada à Liga Árabe (representante do povo palestino). Seu objetivo era a libertação da Palestina pela luta armada, buscando de certa forma motivar o ataque a cidadãos civis, sendo assim considerados terroristas. Destaque para o "Al Fatah", organização política que apresentava como líder Yasser Arafat.

Entre algumas características do “Al Fatah” estão: não aceitar a determinação do Estado de Israel, buscar o retorno das fronteiras no período domínio britânico, proibir todo tipo de atividade do sionismo e buscar a autodeterminação dos palestinos.
 
A Guerra dos Seis Dias viria mais tarde, de 05 a 10 de junho de 1967. O conflito era de Israel contra os Estados da Síria, Egito, Jordânia e Iraque. Com os ataques realizados pelo Estado de Israel, com objetivo de abrir o estreito de Tiran e também conter o exército egípcio no Sinai, a vitória isralense aconteceu e, ao mesmo tempo, houve a anexação de território ao redor de seu Estado.

Israel que iniciou o conflito, no dia 05, com uma porção de terra de aproximadamente 20.300 km2 , no dia 10, já possuía aproximadamente 102.400 km2 . Esse acréscimo relaciona-se às anexações da Península de Sinai, Colinas de Golã, a Faixa de Gaza, porção da Cisjordânia (que entrou no conflito motivada por Nassar e acabou perdendo porção territorial) e Jerusalém.

Mais de 18 mil árabes morreram no conflito. Com mais força militar, apenas 766 israelenses morreram, aproximadamente. No entanto, o número de refugiados é o maior: cerca de 350 mil.

Esquema sobre a Guerras dos Seis Dias (Foto: Reprodução/Colégio Qi)Esquema sobre a Guerras dos Seis Dias (Foto: Reprodução/Colégio Qi)

A Guerra de Yom Kipput, um dos grandes massacres da história, começou no dia 06 de outubro e terminou no dia 26 do mesmo mês. Novamente, o Estado de Israel enfrentou uma coalizão de países árabes liderados pelo Egito e Síria, que iniciam o conflito com um ataque “supresa”, em pleno feriado do perdão judaico. Esses países cruzaram os limites do cessar-fogo nas colinas de Sina e também nas Colinas de Golã, ao mesmo tempo, buscando retomar os territórios perdidos em 1967, durante a Guerra do Seis Dias. 

Após duas semanas, o Estado de Israel consegue estabelecer o equilibro e retira o exército do Egito e Síria sobre os territórios anexados. Além desse ataque surpresa sobre os territórios, há também o econômico, que ocasiona a Crise do Petróleo de 1973.

Essa ofensiva na economia refere-se ao boicote da OPEP – Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo, onde seus membros são de maioria árabe, provocando o desligamento na exportação e tendo como consequência o aumento do preço do petróleo. Deve-se ressaltar que a solução brasileira neste período foi o ProÁlcool. 

O ProÁlcool foi o programa realizado pelo governo brasileiro que visava à substituição do combustível derivado do petróleo, sobretudo a gasolina, motivado pela crise do petróleo em 1973. Após esse programa, o país acelerou na produção de cana-de-açúcar, e atualmente, já é o principal exportador de Etanol para o mundo.

ProÁlcool e novas fontes de energia no Brasil

Em 1978 foi assinado o Acordo de Paz com o presidente Anwar Sadat, do Egito, e o primeiro ministro de Israel, sendo o presidente dos Estado Unidos, Jimmy Carter, anfitrião e participante ativo da negociações de paz para a região.

Esse tratado de paz israel-egípcio que apresentava como objetivos o reconhecimento mútuo, da desocupação da península de Sinai por Israel, limitações na fronteiras comum, solução pacífica de controvérsias, extinções de boicotes, busca de um acordo de mobilidade na região, entre outros aspectos ligados a questões problemáticas entre as nações.

Em 1987 houve a primeira Intifada ou "guerra das pedras". O ocorrido refere-se a uma manifestação palestina contra a ocupação israelense, em 1987, no campo de refugiados no norte da Faixa Gaza, onde a população civil atira objetos como paus (madeiras) e pedras contra a força militar israelense. Tal acontecimento não apenas mostra a fragilidade do povo Palestina, mas também seu fraco poderio militar para conter o avanço dos militares israelense. Essa revolta só tem fim em 1993, pelo acordo de Oslo. 

Em 1993, aconteceu o primeiro Acordo de Oslo ("Jericó-Gaza"). O fato refere-se, na verdade, a uma série de acordos na cidade de Oslo, na Noruega, entre o governo de Israel (Shimon Peres) e a OLP, que tinha como líder Yasser Arafat. Essa “reunião” teve o ex-presidente do Estados Unidos, Bill Clinton, como mediador.
 
Entre os objetivos das discussões, estavam:
• Retirada a ocupação das força armadas israelense da Faixa de Gaza e Cisjordânia. 
• Busca de autonomia política nas áreas ocupadas por palestinos. 
• Estabelecer um consenso sobre a cidade de Jerusalém (lugar sagrado para ambos).
• Buscar uma solução para os refugiados da região.
• Solucionar os problemas de assentamentos israelenses nos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias. 
• Buscar estabelecer uma fronteira entre os povos. 

Em continuidade aos acordos de 1993, houve novos debates em 1995, com a mesma relação de políticos presentes, tendo apenas uma alteração no representante israelense que, neste momento, foi Yitzak Rabin. 
Entre os objetivos, estavam:
• OLP e Israel: reconhecimento mútuo entre as lideranças políticas sobre as negociações e ações que buscavam estabelecer.
• A desocupação do porção do Líbano.
• Em pauta o situação da cidade de Jerusalém 
• Reconhecimento da ANP (Autoridade Nacional Palestina).
• Negociação sobre as porções territoriais ocupadas.

No mesmo ano, foi assassinado o primeiro-ministro de Israel, que entre 1974 e 1977 recebeu o Prêmio Nobel da Paz, junto a ex-liderança Shimon Peres e ao mesmo tempo Yasser Arafat. Ele buscava negações de paz na região, se propondo à possível assinatura de acordos estabelecidos em Oslo. 

Após sua morte, as tensões se agravaram, com a Ascensão do Hamas e do Hezbollah, dois grupos radicais, que se manifestam através de ações terroristas. Em contrapartida, havia a Autoridade Nacional Palestina, com tom conciliatório.

Uma nova tentativa de paz na região surge em 2000, uma herança dos Acordos de Oslo, entre os três lideranças políticas, tal fato também ficou conhecido como “acordo final” para o conflito entre Israel e Palestina. No entanto, mais uma vez não se chegou a um consenso entre os líderes, mantendo-se a instabilidade na região.

Uma nova revolta civil do povo palestino contra o controle administrativo de Israel na região onde os palestinos estão. Tal fato ocorre no impasse entre as negociações de paz, além de uma disputa por influência na região entre as “facções” do Fatah (mais contido) e do Hamas (mais extremista), ambos exaltando o radicalismo islâmico. 

Fatos recentes

 

Desde os anos 2000 até os dias atuais, uma série de fatos ocorreram e as disputas na região seguem sem resolução. Uma série de conflitos ocorre, resultando na morte de muitos inocentes.
2001: Sharon é eleito em Israel.
2004: Morre Arafat assume Mammoud Abbas (ANP).
2005: Hamas toma o poder na Faixa de Gaza.
2006: Hamas vence as eleições democraticamente em Gaza. Grupo não reconhece a existência de Israel. 
2007: Novos conflitos entre Faixa de Gaza e Israel.
2008: Fim do Cessar fogo Gaza x Israel (Ataque do Hamas).
2010: Obama (EUA), Netanyahu (ISR) e ABBAS (ANP) negociam a paz, mas sem sucesso.
2012: Palestina é reconhecida por 138 países na ONU.

Mulher retira pertences dos destroços na Faixa de Gaza (Foto: G1)Mulher retira pertences dos destroços na Faixa de Gaza (Foto: G1)

Em 2014, os conflitos continuam, com uma disparidade de números de mortos altíssima, maioria palestina e minoria de israelenses. Deve-se lembrar ainda que países da região já não conseguem apoiar o povo palestino, pois seus territórios apresentam grande instabilidade política, influenciada pela Primavera Árabe. Apesar de não chegarem a uma solução, países vizinhos (como o Egito) e a ONU conseguiram elaborar uma espécie de acordo, que estabeleceu o cessar-fogo na região no dia 26 de agosto.

Quem perde e quem ganha? Siria

Guerra civil na Síria

De acordo com a ONU, o conflito já deixou mais de 100 mil pessoas mortas e dois milhões de refugiados

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Khalil Ashawi/Reuters

A guerra civil na Síria dura mais de dois anos e meio e deixou  mais de dois milhões de refugiados, segundo a ONU. O número de mortos no conflito passa de 100 mil.

Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e da ONU chegaram à Síria no início do mês para supervisionar a implementação da resolução 2118 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, que ordena a destruição do arsenal e das instalações de produção de armas químicas da Síria até meados do ano que vem.

A Síria assinou a Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso do armamento, depois de uma ameaça de intervenção internacional. Os EUA e outros países ocidentais, como França, discutiram a possível ação militar após o uso de armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco.

EUA, França e Grã-Bretanha concluíram que o governo de Assad foi o autor do massacre de 21 de agosto de 2013, que deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças.

Após um acordo entre EUA e Rússia, o governo de Assad se comprometeu - para evitar a intervenção internacional - a assinar o tratado e permitir que o arsenal químico sírio fosse destruído.

Relatório das Nações Unidos classifica a guerra síria de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos", afirma António Guterres, do Acnur.

 

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Armas químicas
Oposição síria denuncia ataque com armas químicas
Oposição síria denuncia ataque com armas químicas

Governo nega uso de arsenal proibido e comunidade internacional pede investigação

Relatório
ONU diz que nenhum lado do conflito protege civis sírios
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Conselho de Direitos Humanos diz que forças do governo continuam atacando civis

Coalizão Nacional Síria
Liga Árabe oferece cadeira da Síria a coalizão opositora
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Condição é que o grupo forme um conselho executivo para representá-lo

Milícia
Mulheres entram em grupo paramilitar para lutar por Assad
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Elas são treinadas e recebem armas para proteger pontos estratégicos

Refugiados
ONU alerta para aumento do número de refugiados sírios
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Número que já passa a marca de 1 milhão e pode dobrar ou triplicar até fim do ano

Armamento
Chefe do Exército rebelde pede armas ao Ocidente
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General Salim Idris disse que há necessidade urgente de mísseis antitanque e antiaéreos

Ditador
Papel de Assad em debate
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A queda do ditador seria precondição para qualquer tipo de diálogo

Fuga
Jornalista relata fuga da Síria após reportagem
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Massou Akko: 'foi uma decisão muito difícil, mas escolhi pela minha vida'

Síria
Chefe de Estado (desde)

presidente Bashar al-Assad (2000)

Capital (pop.)

Damasco (1,7 milhão)

Etnias (1996)

árabes sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1%

Religião

islamismo 92,8%, cristianismo 5,2%, outros 2%

Governo

república presidencialista (ditadura militar desde 1970)

Idiomas oficiais

árabe

Constituição

1973

População (ranking)

22.517.750 (52)

Área (ranking)

185.180 km²

PIB (ranking)

US$ 107,4 bi (67)

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